Entrevista com Viviane Vergílio, 23 anos, assistente administrativo e moradora da cidade de Itajaí.
Blog Jornalismo Solidarium: Em que momento você percebeu que a chuva poderia causar uma tragédia?
Viviane: quando começou a chover três dias em grande intensidade e sem parar.
Blog Jornalismo Solidarium: O que você estava fazendo neste momento?
Viviane: em casa como um dia normal na net.
Blog Jornalismo Solidarium: Você teve que abandonar a sua residência? Perderam muita coisa?
Viviane: sim minha familia e eu tivemos que sair de casa pois a agua subiu 1.60m. Perdemos quase tudo porque nao tivemos tempo de tirar as coisas e a águasubia rapidamente.
Blog Jornalismo Solidarium: Qual foi a sua reação e a de seus familiares no meio da tragédia?
Viviane: meus pais se mostraram guerreiros, o tempo todo calma pois nao foi sua primeira enchente,como eu nunca tinha visto entrei em desespero total estou chocada até agora.
Blog Jornalismo Solidarium: Qual foi a cena mais chocante que você presenciou?
Viviane: todas as cenas para mim foram chocantes. Nunca vi nada igual.
Blog Jornalismo Solidarium: Você pretendo continuar morando em Itajaí ou tem planos de mudança?
Viviane: Minha familia pretente ficar. Eu pretendo mudar de cidade pra nao lembrar da tragedia.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Desafiando o Desafio!
Oswaldo Eustáquio Filho
Blog: www.jornalismosolidarium.blogspot.com
Neste post quero desafiar o Desafio da Notícia, da Band, a fazer uma disputa solidária entre as cinco faculdades de jornalismo que participam, de forma muito competitiva, do programa. Acredito que nós, alunos de jornalismo, temos condições de também engrossar o caldo das doações aos nossos vizinhos catarinas. Acredito que o jornalismo pode contribuir não só com a notícia, mas também de uma forma paupável. Imagine se cada faculdade consegue 1000 litros de água? Seriam 5.000 litros de água. O desafio está lançado. BINDER... vai topar?
Blog: www.jornalismosolidarium.blogspot.com
Neste post quero desafiar o Desafio da Notícia, da Band, a fazer uma disputa solidária entre as cinco faculdades de jornalismo que participam, de forma muito competitiva, do programa. Acredito que nós, alunos de jornalismo, temos condições de também engrossar o caldo das doações aos nossos vizinhos catarinas. Acredito que o jornalismo pode contribuir não só com a notícia, mas também de uma forma paupável. Imagine se cada faculdade consegue 1000 litros de água? Seriam 5.000 litros de água. O desafio está lançado. BINDER... vai topar?
SANTA CATARINA, A DIMENSÃO DE UMA TRAGÉDIA
Eduardo Goldenberg - Rio de Janeiro
Blog: Buteco do Edu - www.butecodoedu.blogspot.com
O BUTECO levanta as portas de aço, hoje, pra falar um bocadinho mais sério do que de costume. O momento pede, e eu explico.O Brasil assiste, neste final de ano de 2008, a uma das maiores tragédias naturais de nossa (curtíssima) história. O estado de Santa Catarina, assolado por chuvas incessantes durante mais de sessenta dias, entrou em colapso. Até o momento há registros oficiais de 69.114 (sessenta e nove mil cento e quatorze) desalojados e desabrigados, sendo 21.219 (vinte e um mil duzentos e dezenove) desabrigados e 47.895 (quarenta e sete mil oitocentos e noventa e cinco) desalojados - são considerados desabrigados aqueles que se encontram em abrigos provisórios em razão da perda total de suas casas, e são considerados desalojados aqueles que foram obrigados a se deslocar, mas que não estão em abrigos provisórios, não perderam suas casas, e que estão em casas de parentes ou amigos. São, até o momento, 117 (cento e dezessente) óbitos e 31 (trinta e um) desaparecidos confirmados. Estes dados foram retirados do site http://www.desastre.sc.gov.br/ criado pela Defesa Civil de Santa Catarina.Na minha humílima opinião, a tragédia assume, e muito mais, ainda, por estarmos em dezembro, uma dimensão gigantesca.É preciso termos em mente que aproximadamente 70.000 (setenta mil) pessoas estão em situação extremamente crítica, sentindo na própria pele, na própria alma, a dor da perda e da angústia. É preciso termos em mente que essas 70.000 (setenta mil) pessoas têm parentes, têm amigos, têm colegas de trabalho, e se formos pensar no efeito cascata dessa dor e dessa angústia podemos chegar a um número ainda mais impressionante de pessoas envolvidas no olho do furacão da tragédia. É preciso termos em mente que estamos falando de pessoas, de seres humanos, de gente - irmãos nossos, portanto. E é preciso que nesse momento a palavra "irmão", que vira-e-mexe usamos para nos referirmos ao nosso próximo (com inúmeras variantes, "mano", "maninho") ganhe uma dimensão mais intensa e mais próxima da verdadeira acepção da palavra, para que, dividindo a dor da perda e da angústia, sintamo-nos envolvidos a ponto de agir, efetivamente.Percebo, daqui, meus poucos mas fiéis leitores, seus indicadores apontados em direção a mim, furando o monitor e aproximando-se de meu nariz, acusando-me de proselitismo. Ouço alguns de vocês fazendo as perguntas em tom de desafio: "e os necessitados do dia-a-dia?", "e os desabrigados sem tanta cobertura por parte da imprensa?", e outras do mesmo gênero. É verdade que há, em torno de nós, muita gente precisando, sempre, de muito auxílio, e no mais amplo sentido. Mas é verdade, também, que essas tragédias coletivas e de grandes proporções são capazes de causar comoção maior, quem sabe servindo de mola propulsora para esse sentimento que nos impele ao trabalho e à mobilização em prol das vítimas desses grandes (e também pequenos) desastres.Disse eu, lá em cima, que por estarmos em dezembro, mês do Natal, a tragédia que machuca a população de Santa Catarina assume uma dimensão gigantesca. Vou explicar por quê penso assim.Em dezembro, mês do Natal, a fúria consumista das pessoas chega ao extremo. O que se vê são shoppings lotados por uma multidão atônita e autômata com sacolas nas mãos, supermercados lotados por uma multidão atônita e autômata com sacolas nas mãos, gente comprando, comprando, comprando, gastando, gastando, gastando, e tudo me soou, sempre, muito patético (soa, ainda mais, neste dezembro de 2008).O Natal é uma festa eminentemente cristã. Não significa nada, por exemplo, ao menos no que diz respeito ao sagrado, para judeus e muçulmanos (há uma excelente matéria sobre o tema, na revista BRASILEIROS, de novembro de 2007, que pode ser lida aqui). Não comove, no sentido efetivo do simbolismo da data, adeptos do candomblé, budistas.Mas somos, é o que diz o censo realizado no ano de 2000 pelo IBGE, uma nação cristã. Não vou me ater à metodologia da pesquisa (falta-me competência para tal) nem mesmo à confusão que é a religiosidade do brasileiro. Mas o que não falta, por aqui, é gente que se diz católica apostólica romana tomando passe em centro espírita, consultando babalaôs na hora do sufoco, pais e mães espíritas batizando seus filhos na Igreja em nome da conveniência social, judeus em terreiros de umbanda em busca de conselhos com caboclos brasileiros, e por aí vai... Enfim... Segundo o IBGE, 73,6% dos brasileiros se declararam católicos, 15,4% evangélicos, 1,3% espíritas, 0,3% umbandistas e canbomblecistas, 1,8% de outras religiões e 7,4% sem qualquer religião.Ou seja... inapelavelmente fazemos parte de uma nação cristã que, portanto, tem no Natal a data propícia à comemoração do nascimento de Jesus Cristo. Não pretendo (não é o objetivo do texto) ficar aqui discutindo a figura de Jesus Cristo, mas parece-me senso comum que o homenageado em NADA (com a ênfase szegeriana) combina com a suntuosidade do Natal dos dias de hoje (mais precisamente, de 1950 pra cá, num lamentável crescendo). Onde quer que se busquem registros da passagem do aniversariante pela Terra, só encontraremos referências a um homem de hábitos simples e humílimo. Razão pela qual soou-me sempre patética (soa, ainda mais, neste dezembro de 2008, e a repetição é proposital) a festa que se faz, a fartura intramuros que se promove, a distribuição efusiva de presentes, a preocupação permanente com a ostentação e NENHUMA (com a ênfase szegeriana, de novo) preocupação com uma efetiva homenagem ao homem que, com seu nascimento, marca o início da era cristã.Dito isso, parece-me que essa tragédia, de proporções estarrecedoras em meio ao mês de dezembro, deveria servir como um chamamento à consciência das pessoas que, nesse momento, fazem listas imensas de presentes para quem já tem de tudo, fazem planos de ceias fartas de comida e de bebida, diante de centenas de milhares de pessoas que perderam tudo - e que não podem perder a esperança.Por isso, meus poucos mas fiéis leitores (cristãos ou não, que fique claro!!!!!), é esta a convocação modesta que faço.Se você tem tempo e disposição para o voluntariado, e se especificamente mora na região sul (sei, por emails que recebo, que tenho muitos leitores no sul do Brasil), leia isso aqui com a certeza de que, havendo disposição para o auxílio, haverá um trabalho a sua espera.Se você quer fazer doações em dinheiro (veja aqui as contas disponibilizadas para tal) ou doações de qualquer outra natureza, clique aqui (para saber o que doar, clique aqui).Uma informação importante, divulgada no mesmo site: as doações chegam até os abrigos através de uma logística criada pela DEFESA CIVIL de Santa Catarina, que está coordenando o encaminhamento de todas as doações para os seis CENTROS DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO montados pelo GOVERNO DO ESTADO, através das SECRETARIAS DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL (SDRs), nas cidades de Timbó, Jaraguá do Sul, Blumenau, Itajaí, Joinville e Brusque. As SDRs coordenam a distribuição, de toda a ajuda para os abrigos dos municípios afetados pelo desastre. Doações de outros estados são encaminhadas sob a coordenação da SECRETARIA NACIONAL DE DEFESA CIVIL, que trabalha articulada ao Estado de Santa Catarina.E é importante dar esta informação, já que infelizmente há quem se valha desses momentos para a lamentável e condenável prática do desvio das doações. É importante, portanto, que uma vez dispostos ao auxílio aos necessitados tenhamos o cuidado de não sermos fatores facilitadores dessa prática criminosa.E por último: se você é morador da Tijuca, quer doar alguma coisa e não tem tempo ou meios de encaminhar sua valiosa doação para Santa Catarina, eu me disponho a buscá-la.O núcleo filiado da SBEE no Rio de Janeiro, comandado por gente em quem tenho aguda confiança, conseguiu um também confiabilíssimo contato na rádio JOVEM PAN que, por sua vez, comprometeu-se a levar todo o material arrecadado pela SBEE até Santa Catarina.Eu, então, estou disposto a buscar a doação em sua casa e levá-la até a SBEE a fim de que chegue, de forma segura, a quem de fato precisa. Querendo, me escreva por aqui.Eu não sei se, alguma vez, em algum momento, você doou algo para alguém, nesse contexto e nesse sentido mais efetivo do que significa a caridade que dignifica, não a caridade que é puramente assistencialista e capaz de manter distantes os pólos do gesto (quem dá e quem recebe). Experimente. Destine o dinheiro (ou parte dele) que você pretendia gastar com presentes faustos e com uma ceia abundante, para esta causa. Fará, também a você, creia em mim, um bem danado.Até.
Blog: Buteco do Edu - www.butecodoedu.blogspot.com
O BUTECO levanta as portas de aço, hoje, pra falar um bocadinho mais sério do que de costume. O momento pede, e eu explico.O Brasil assiste, neste final de ano de 2008, a uma das maiores tragédias naturais de nossa (curtíssima) história. O estado de Santa Catarina, assolado por chuvas incessantes durante mais de sessenta dias, entrou em colapso. Até o momento há registros oficiais de 69.114 (sessenta e nove mil cento e quatorze) desalojados e desabrigados, sendo 21.219 (vinte e um mil duzentos e dezenove) desabrigados e 47.895 (quarenta e sete mil oitocentos e noventa e cinco) desalojados - são considerados desabrigados aqueles que se encontram em abrigos provisórios em razão da perda total de suas casas, e são considerados desalojados aqueles que foram obrigados a se deslocar, mas que não estão em abrigos provisórios, não perderam suas casas, e que estão em casas de parentes ou amigos. São, até o momento, 117 (cento e dezessente) óbitos e 31 (trinta e um) desaparecidos confirmados. Estes dados foram retirados do site http://www.desastre.sc.gov.br/ criado pela Defesa Civil de Santa Catarina.Na minha humílima opinião, a tragédia assume, e muito mais, ainda, por estarmos em dezembro, uma dimensão gigantesca.É preciso termos em mente que aproximadamente 70.000 (setenta mil) pessoas estão em situação extremamente crítica, sentindo na própria pele, na própria alma, a dor da perda e da angústia. É preciso termos em mente que essas 70.000 (setenta mil) pessoas têm parentes, têm amigos, têm colegas de trabalho, e se formos pensar no efeito cascata dessa dor e dessa angústia podemos chegar a um número ainda mais impressionante de pessoas envolvidas no olho do furacão da tragédia. É preciso termos em mente que estamos falando de pessoas, de seres humanos, de gente - irmãos nossos, portanto. E é preciso que nesse momento a palavra "irmão", que vira-e-mexe usamos para nos referirmos ao nosso próximo (com inúmeras variantes, "mano", "maninho") ganhe uma dimensão mais intensa e mais próxima da verdadeira acepção da palavra, para que, dividindo a dor da perda e da angústia, sintamo-nos envolvidos a ponto de agir, efetivamente.Percebo, daqui, meus poucos mas fiéis leitores, seus indicadores apontados em direção a mim, furando o monitor e aproximando-se de meu nariz, acusando-me de proselitismo. Ouço alguns de vocês fazendo as perguntas em tom de desafio: "e os necessitados do dia-a-dia?", "e os desabrigados sem tanta cobertura por parte da imprensa?", e outras do mesmo gênero. É verdade que há, em torno de nós, muita gente precisando, sempre, de muito auxílio, e no mais amplo sentido. Mas é verdade, também, que essas tragédias coletivas e de grandes proporções são capazes de causar comoção maior, quem sabe servindo de mola propulsora para esse sentimento que nos impele ao trabalho e à mobilização em prol das vítimas desses grandes (e também pequenos) desastres.Disse eu, lá em cima, que por estarmos em dezembro, mês do Natal, a tragédia que machuca a população de Santa Catarina assume uma dimensão gigantesca. Vou explicar por quê penso assim.Em dezembro, mês do Natal, a fúria consumista das pessoas chega ao extremo. O que se vê são shoppings lotados por uma multidão atônita e autômata com sacolas nas mãos, supermercados lotados por uma multidão atônita e autômata com sacolas nas mãos, gente comprando, comprando, comprando, gastando, gastando, gastando, e tudo me soou, sempre, muito patético (soa, ainda mais, neste dezembro de 2008).O Natal é uma festa eminentemente cristã. Não significa nada, por exemplo, ao menos no que diz respeito ao sagrado, para judeus e muçulmanos (há uma excelente matéria sobre o tema, na revista BRASILEIROS, de novembro de 2007, que pode ser lida aqui). Não comove, no sentido efetivo do simbolismo da data, adeptos do candomblé, budistas.Mas somos, é o que diz o censo realizado no ano de 2000 pelo IBGE, uma nação cristã. Não vou me ater à metodologia da pesquisa (falta-me competência para tal) nem mesmo à confusão que é a religiosidade do brasileiro. Mas o que não falta, por aqui, é gente que se diz católica apostólica romana tomando passe em centro espírita, consultando babalaôs na hora do sufoco, pais e mães espíritas batizando seus filhos na Igreja em nome da conveniência social, judeus em terreiros de umbanda em busca de conselhos com caboclos brasileiros, e por aí vai... Enfim... Segundo o IBGE, 73,6% dos brasileiros se declararam católicos, 15,4% evangélicos, 1,3% espíritas, 0,3% umbandistas e canbomblecistas, 1,8% de outras religiões e 7,4% sem qualquer religião.Ou seja... inapelavelmente fazemos parte de uma nação cristã que, portanto, tem no Natal a data propícia à comemoração do nascimento de Jesus Cristo. Não pretendo (não é o objetivo do texto) ficar aqui discutindo a figura de Jesus Cristo, mas parece-me senso comum que o homenageado em NADA (com a ênfase szegeriana) combina com a suntuosidade do Natal dos dias de hoje (mais precisamente, de 1950 pra cá, num lamentável crescendo). Onde quer que se busquem registros da passagem do aniversariante pela Terra, só encontraremos referências a um homem de hábitos simples e humílimo. Razão pela qual soou-me sempre patética (soa, ainda mais, neste dezembro de 2008, e a repetição é proposital) a festa que se faz, a fartura intramuros que se promove, a distribuição efusiva de presentes, a preocupação permanente com a ostentação e NENHUMA (com a ênfase szegeriana, de novo) preocupação com uma efetiva homenagem ao homem que, com seu nascimento, marca o início da era cristã.Dito isso, parece-me que essa tragédia, de proporções estarrecedoras em meio ao mês de dezembro, deveria servir como um chamamento à consciência das pessoas que, nesse momento, fazem listas imensas de presentes para quem já tem de tudo, fazem planos de ceias fartas de comida e de bebida, diante de centenas de milhares de pessoas que perderam tudo - e que não podem perder a esperança.Por isso, meus poucos mas fiéis leitores (cristãos ou não, que fique claro!!!!!), é esta a convocação modesta que faço.Se você tem tempo e disposição para o voluntariado, e se especificamente mora na região sul (sei, por emails que recebo, que tenho muitos leitores no sul do Brasil), leia isso aqui com a certeza de que, havendo disposição para o auxílio, haverá um trabalho a sua espera.Se você quer fazer doações em dinheiro (veja aqui as contas disponibilizadas para tal) ou doações de qualquer outra natureza, clique aqui (para saber o que doar, clique aqui).Uma informação importante, divulgada no mesmo site: as doações chegam até os abrigos através de uma logística criada pela DEFESA CIVIL de Santa Catarina, que está coordenando o encaminhamento de todas as doações para os seis CENTROS DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO montados pelo GOVERNO DO ESTADO, através das SECRETARIAS DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL (SDRs), nas cidades de Timbó, Jaraguá do Sul, Blumenau, Itajaí, Joinville e Brusque. As SDRs coordenam a distribuição, de toda a ajuda para os abrigos dos municípios afetados pelo desastre. Doações de outros estados são encaminhadas sob a coordenação da SECRETARIA NACIONAL DE DEFESA CIVIL, que trabalha articulada ao Estado de Santa Catarina.E é importante dar esta informação, já que infelizmente há quem se valha desses momentos para a lamentável e condenável prática do desvio das doações. É importante, portanto, que uma vez dispostos ao auxílio aos necessitados tenhamos o cuidado de não sermos fatores facilitadores dessa prática criminosa.E por último: se você é morador da Tijuca, quer doar alguma coisa e não tem tempo ou meios de encaminhar sua valiosa doação para Santa Catarina, eu me disponho a buscá-la.O núcleo filiado da SBEE no Rio de Janeiro, comandado por gente em quem tenho aguda confiança, conseguiu um também confiabilíssimo contato na rádio JOVEM PAN que, por sua vez, comprometeu-se a levar todo o material arrecadado pela SBEE até Santa Catarina.Eu, então, estou disposto a buscar a doação em sua casa e levá-la até a SBEE a fim de que chegue, de forma segura, a quem de fato precisa. Querendo, me escreva por aqui.Eu não sei se, alguma vez, em algum momento, você doou algo para alguém, nesse contexto e nesse sentido mais efetivo do que significa a caridade que dignifica, não a caridade que é puramente assistencialista e capaz de manter distantes os pólos do gesto (quem dá e quem recebe). Experimente. Destine o dinheiro (ou parte dele) que você pretendia gastar com presentes faustos e com uma ceia abundante, para esta causa. Fará, também a você, creia em mim, um bem danado.Até.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
O jornalismo como ferramenta da sociedade
Não fique passivo nessa situação. Ajude! Tenho certeza que é possível.
"A morte de uma pessoa é uma tragédia, a morte de milhares de pessoas é uma estatística" - Essa célebre frase de Stalin ajuda a definir situações como a da tragédia de Santa Catarina. É clara uma grande mobilização do público em geral para arrecadar alimentos para os nossos vizinhos catarinas. Isso é muito bom. No entanto, muitas pessoas não tem uma noção real da situação dessas pessoas. Já são mais de 69.000 desabrigados. Pessoas que lutaram a vida inteira para conseguir uma casa ou um barracão para suas confecções, perderam tudo. Suas casas estão soterradas, alguns com famíliares desaparecidos, um verdadeiro caos. Voluntários de todo Brasil estão em Santa Catarina para "reconstruir" o estado. Um hospital improvisado pela aeronáutica está sendo fundamental para atendimento aos feridos e contamidados por doenças transmitidas pela água suja, como a lectospirose por exemplo.
O objetivo desse blog é através do jornalismo e da prestação de informações mostrar as pessoas que a tragédia esta ao nosso lado. Não se trata de um tsname em outro continente, mas praticamente no "quintal da nossa casa".
Acompanhe os nossos posts e intereja conosco. Coontribua. Divulgue. Seja voluntário. Acho que podemos fazer muito mais! É hora de toda sociedade se mobilizar. Faça uma campanha para arrecadar alimentos na sua igreja, empresa, associação de bairro, faculdade, sala, rádio ou onde quer que você queira e ajude! A edição deste blog está aqui para isso. Você que pode arrecadar, faça isso. Você que pode transportar as doações faça isso! Enfim, vamos usar esse espaço para dizer o que cada um pode fazer
Esse espaço é democrático. Caso você queira enviar um texto, um video, uma foto. Nos envie. Você que está em Santa Catarina também, compartilhe sua história conosco. - oswaldo@aldeiabrasil.org
Na medida do possível estaremos publicando notícias sobre Santa Catarina.
Oswaldo Eustáquio Filho
"A morte de uma pessoa é uma tragédia, a morte de milhares de pessoas é uma estatística" - Essa célebre frase de Stalin ajuda a definir situações como a da tragédia de Santa Catarina. É clara uma grande mobilização do público em geral para arrecadar alimentos para os nossos vizinhos catarinas. Isso é muito bom. No entanto, muitas pessoas não tem uma noção real da situação dessas pessoas. Já são mais de 69.000 desabrigados. Pessoas que lutaram a vida inteira para conseguir uma casa ou um barracão para suas confecções, perderam tudo. Suas casas estão soterradas, alguns com famíliares desaparecidos, um verdadeiro caos. Voluntários de todo Brasil estão em Santa Catarina para "reconstruir" o estado. Um hospital improvisado pela aeronáutica está sendo fundamental para atendimento aos feridos e contamidados por doenças transmitidas pela água suja, como a lectospirose por exemplo.
O objetivo desse blog é através do jornalismo e da prestação de informações mostrar as pessoas que a tragédia esta ao nosso lado. Não se trata de um tsname em outro continente, mas praticamente no "quintal da nossa casa".
Acompanhe os nossos posts e intereja conosco. Coontribua. Divulgue. Seja voluntário. Acho que podemos fazer muito mais! É hora de toda sociedade se mobilizar. Faça uma campanha para arrecadar alimentos na sua igreja, empresa, associação de bairro, faculdade, sala, rádio ou onde quer que você queira e ajude! A edição deste blog está aqui para isso. Você que pode arrecadar, faça isso. Você que pode transportar as doações faça isso! Enfim, vamos usar esse espaço para dizer o que cada um pode fazer
Esse espaço é democrático. Caso você queira enviar um texto, um video, uma foto. Nos envie. Você que está em Santa Catarina também, compartilhe sua história conosco. - oswaldo@aldeiabrasil.org
Na medida do possível estaremos publicando notícias sobre Santa Catarina.
Oswaldo Eustáquio Filho
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